terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Enevitavelmente

 

 

Todos nascemos para viver um tempo

E depois...

Eu acredito que depois de partirmos, nascermos para uma outra vida sem limite

Não é fácil deixar para trás aquilo que se ama

Não é fácil seguir em frente quando não podemos levar connosco as coisas e os lugares que amamos

A não ser aquilo que fica nos bolsos da memória

Custa muito ficar quando perdemos de vista aquilo que o coração nunca deixa de ver

É como se a alma ficasse presa em pregos e arames invisíveis

E desses rasgões resultassem as malhas caídas que tentamos apanhar com a esperança de voltar a um novo começo

As despedidas são assim

Ir embora querendo ficar

Ficar não querendo ver partir aquilo que se ama

Mesmo sabendo que este é o caminho feito, sem nunca chegar a sair

O destino é assim também

Prega-nos uma partida e nós sem querer partir, vemos a partida do outro Não querendo, mas tendo de assistir à sua partida

Pertencemos ao que não possuímos

É assim.

Sem comentários:

Enviar um comentário