Todos nascemos para viver um tempo
E depois...
Eu acredito que depois de partirmos, nascermos para uma outra vida sem limite
Não é fácil deixar para trás aquilo que se ama
Não é fácil seguir em frente quando não podemos levar connosco as coisas e os lugares que amamos
A não ser aquilo que fica nos bolsos da memória
Custa muito ficar quando perdemos de vista aquilo que o coração nunca deixa de ver
É como se a alma ficasse presa em pregos e arames invisíveis
E desses rasgões resultassem as malhas caídas que tentamos apanhar com a esperança de voltar a um novo começo
As despedidas são assim
Ir embora querendo ficar
Ficar não querendo ver partir aquilo que se ama
Mesmo sabendo que este é o caminho feito, sem nunca chegar a sair
O destino é assim também
Prega-nos uma partida e nós sem querer partir, vemos a partida do outro Não querendo, mas tendo de assistir à sua partida
Pertencemos ao que não possuímos
É assim.
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