O
comboio partiu da gare à hora marcada.
Tinha
sido revisto tudo o que era necessário, para que a viagem pudesse acontecer sem
percalços, ou tivesse de ser interrompida, além das paragens que estavam
previstas.
Tem
início a viagem, com os passageiros a bordo, comodamente sentados, perspectivando
um bom percurso até o destino desejado.
Mas
como em tudo na vida, por muita esperança que se tenha, e a alegria seja em
dose excelente, há sempre acidentes que acontecem, e nesta viagem embora não tenha
acontecido uma catástrofe, nem sequer fosse declarada calamidade pública o
descarrilamento aconteceu. Felizmente não houve feridos graves, embora tivessem
acontecido traumatismos cranianos porque muitos passageiros bateram com a
cabeça, houve algumas feridas expostas e escoriações, porque ainda hoje as
cicatrizes são visíveis. As composições não sofreram todas de descarrilamento,
algumas nem sequer saíram da “linha”, mas todos os passageiros sofreram com o
abalo, aliás a notícia da imprensa foi:
-Descarrilamento
do comboio, e não a discriminação das composições que saíram da “linha”. Ainda
não se sabe seguramente se houve erro humano, (frenesim exagerado do
maquinista) pela velocidade imprimida, algo que se meteu na engrenagem,
deficiência nos carris ou nas traves que os suportam, o certo é que o acidente
aconteceu.
Do
maquinista ainda não foi divulgado o seu estado de saúde, mas teme-se não seja
dos melhores, e só com o tempo se saberá se ficará marcado por sequelas.
Já
foi enviada por o local uma potente grua que pesa toneladas. A base é composta
de persistência, a coluna vertical de alegria, e o braço extensivo é feito de
amor, com o intuito de devolver as composições danificadas à via-férrea, para pôr
de novo o comboio em andamento.
Dizem
testemunhas que por certo houve ali mão de Deus, porque depois de se saber a
gravidade do acidente, as consequenciais do descarrilamento podiam ser fatais.
Ainda
bem que o comboio voltou a circular. Se este descarrilamento fosse numa família
ou na comunidade, o que poderia acontecer?